Duas semanas atrás eu escrevi sobre o GRIST, um pipeline que lia feeds RSS, filtrava o que prestava, e me entregava matéria-prima estruturada pra escrever.
Funcionava. Eu usava. Reescrevi do zero.
O GRIST era uma solução de 2024 pra um problema de 2026.
Tinha npm run harvest, npm run board, npm run compose. Arquivo de configuração. API key própria. Prompts que você editava à mão se quisesse calibrar o comportamento. Muito terminal. Pouca conversa.
Funcionava porque eu escrevi cada linha. Qualquer outra pessoa teria desistido no terceiro passo do setup.
Mas o problema não era só o atrito de instalação. Era que eu estava construindo do jeito errado, empilhando scripts quando o que já existia era um agente.
Em 2026, você não precisa mais construir um pipeline de LLM do zero. Você não precisa gerenciar contexto na mão. Você não precisa chamar APIs diretamente, escrever um CLI pra cada funcionalidade, ou editar um prompt toda vez que sua intenção muda.
Você tem tool calling. Você tem MCP. Você tem um agente que já entende o que você quer e orquestra o resto.
O Quillby é o GRIST reescrito pra esse mundo.
Em vez de um script, é um MCP server. Em vez de terminal, você fala com o Claude. Em vez de configurar arquivos, você conversa. A ferramenta em si, buscar feeds, filtrar, ranquear, rascunhar no seu estilo, ficou a mesma. O que mudou foi tudo ao redor dela.
A parte que mais me surpreendeu foi perceber o quanto o modelo já sabe fazer quando você para de tentar controlar tudo.
O GRIST tinha um filtro chamado Librarian, um prompt que eu calibrava pra rejeitar listicle vazio, hype sem profundidade, anúncio disfarçado de conteúdo. Funcionava, mas era frágil. Qualquer mudança de intenção exigia abrir o arquivo, editar, testar, torcer.
No Quillby, você descreve o que quer uma vez, perfil, nicho, tom, e o modelo faz o julgamento. O Librarian ainda existe. Só que agora ele vive no agente, não no seu editor de texto.
O resultado é uma coisa que eu consigo mostrar pra alguém sem treinamento.
Você baixa o instalador, abre o Claude, e fala “me configura com o Quillby”. Três minutos. Pronto. Sem terminal aberto do lado. Sem JSON na mão. Sem aba de documentação.
Isso não é pouco. É a diferença entre uma ferramenta e um projeto pessoal bem documentado.
Ainda está em v0.3.4. Ainda tem coisa quebrando. Ainda tem rascunho que sai genérico quando não deveria.
Mas está em uso. Eu uso. E agora outras pessoas conseguem usar também, sem me pedir ajuda.
Às vezes isso é o suficiente pra chamar de evolução.