Eu lancei uma nova versão do PrisML essa semana. Não tem nada de chamativo nela. Mas esse é exatamente o ponto.
O 0.3.1 foi uma release de confiança. Validação mais cedo no treino, alinhamento melhor entre prisml check e o runtime, documentação condizente com o que o código realmente faz. Coisas que não aparecem em demo, mas que importam quando alguém começa a depender do pacote de verdade.
O processo foi o seguinte: antes de tocar em qualquer código, eu voltei para o repositório e conferi três coisas: o que estava implementado, o que o roadmap dizia que viria a seguir, e o que a documentação estava prometendo publicamente. Esse alinhamento parece óbvio até você perceber como é fácil aumentar o gap entre o que o código faz e a documentação que você escreveu sobre ele.
No caso do PrisML, o próximo passo lógico não era adicionar features novas. Era fechar lacunas de contrato que já existiam. Então o escopo ficou pequeno de propósito: uma branch, um PR, um conjunto de testes para o comportamento novo, e só então o version bump.
E sim. Eu usei agentes de IA no processo. Para ler o repo, comparar implementação com roadmap, identificar o próximo passo e implementar aquele passo bem delimitado. Funcionou bem. O que não funciona é deixar o agente inventar direção de produto no meio do caminho ou empilhar workaround em cima de problema de configuração.
Tive um lembrete concreto disso na parte do Vercel: o problema era de configuração de projeto, não de código. O movimento certo foi voltar para o commit estável e fazer o redeploy manualmente a partir de um estado conhecido como bom, não codar por cima do problema.
IA acelera. Mas só funciona bem quando você sabe o que está pedindo para ela acelerar.
O 0.3.1 não foi difícil de lançar. Foi disciplinado. E essa diferença é o que vai tornar o 0.4.0 mais fácil.